Polly era uma terrier branca que pertencia a sua filha Henrietta e, era tão devotada a Darwin
quanto este era devotado a ela.
Após o casamento de Henrietta, Polly permaneceu em Downhouse, a propriedade rural onde viviam os Darwin, e adotou Darwin como seu dono. A pequena terrier aparece no "Expressão das Emoções nos Homens e Animais", como exemplo de expressões de comportamento inteligente e de atenção. Acompanhava seu dono e a família a toda parte, e deitava-se em um tapete aos pés do sofá onde ele repousava.
Era ela o cão que dormia num cesto próximo à lareira de seu escritório, enquanto Darwin escrevia seus textos.
Quando Darwin estava se preparando para uma expedição, ela ia se deprimindo à medida que via os objetos do estúdio de Darwin serem empacotados. Quando notava que o estúdio começava a ser arrumado, ela se excitava, percebendo a proximidade de seu regresso.
Era tão perspicaz que costumava tremer ou ficar com um ar de sofrimento quando Darwin passava por ela na hora do jantar, como se ela soubesse que ele falaria (como ele sempre falava) que “ela estava esfomeada”. Darwin costumava fazer ela pegar biscoito do seu nariz, e tinha um jeito carinhoso de explicar que ela deveria ser "muito boa menina", antes dela abocanhar o petisco.
Nas suas costas, havia um tufo de pelos avermelhados. Ela sofreu uma queimadura neste local e o pêlo cresceu castanho ao invés de branco. Darwin costumava sugerir que esse tufo de pelo estava de acordo com a teoria da pangênese*.
O pai de Polly era um Bull Terrier castanho, então esse pelo castanho que apareceu após a queimadura, mostrava a presença de "gêmulas" castanhas latentes. Ele gostava muito de Polly, e nunca demonstrou impaciência com a atenção que ela requeria.
Ela morreu poucos dias após a morte de Darwin.
O cesto no qual ela dormia perto da lareira no estúdio de Charles Darwin na Down House, foi fielmente representado no desenho de Mr. Parson.
Darwin, condenava como deplorável a atitude de um homem que não valorizava ou retribuía o afeto dedicado a ele por seu cão, afirmando que:
“Sabe-se de um cão que, na agonia da morte, acarinhou seu dono, e todos já ouviram falar do cão que, sofrendo numa vivissecção, lambeu a mão do homem que o operava”.
E comenta tal episódio, dizendo que:
“esse homem, a menos que a operação tenha sido plenamente justificada por um aumento de nosso conhecimento ou que tivesse um coração de pedra, deve ter sentido remorso até a última hora de sua vida”
PS. Não por menos o cientista russo que enviou o primeiro ser vivo ao espaço, deve ter lido Darwin, pelo manifesto arrependimento sobre o sacrifício da cadelinha "Laika".
Este "Blog" dedico à Quióspa (SRD), e seus filh0s; Tutuca, Carol, Mamute, Michelle (+), Stike, "Laika" e Apolo; também à Tainá (Pinscher), e suas filhas Rita, Cassia e Mel; ao Xerém (Fox Paulistinha = Terrier brasileiro, a mesma raça da Polly e da Laika), e a todos animais que doaram suas vidas em prol da humanidade.
quanto este era devotado a ela.
Após o casamento de Henrietta, Polly permaneceu em Downhouse, a propriedade rural onde viviam os Darwin, e adotou Darwin como seu dono. A pequena terrier aparece no "Expressão das Emoções nos Homens e Animais", como exemplo de expressões de comportamento inteligente e de atenção. Acompanhava seu dono e a família a toda parte, e deitava-se em um tapete aos pés do sofá onde ele repousava.
Era ela o cão que dormia num cesto próximo à lareira de seu escritório, enquanto Darwin escrevia seus textos.
Quando Darwin estava se preparando para uma expedição, ela ia se deprimindo à medida que via os objetos do estúdio de Darwin serem empacotados. Quando notava que o estúdio começava a ser arrumado, ela se excitava, percebendo a proximidade de seu regresso.
Era tão perspicaz que costumava tremer ou ficar com um ar de sofrimento quando Darwin passava por ela na hora do jantar, como se ela soubesse que ele falaria (como ele sempre falava) que “ela estava esfomeada”. Darwin costumava fazer ela pegar biscoito do seu nariz, e tinha um jeito carinhoso de explicar que ela deveria ser "muito boa menina", antes dela abocanhar o petisco.
Nas suas costas, havia um tufo de pelos avermelhados. Ela sofreu uma queimadura neste local e o pêlo cresceu castanho ao invés de branco. Darwin costumava sugerir que esse tufo de pelo estava de acordo com a teoria da pangênese*.
O pai de Polly era um Bull Terrier castanho, então esse pelo castanho que apareceu após a queimadura, mostrava a presença de "gêmulas" castanhas latentes. Ele gostava muito de Polly, e nunca demonstrou impaciência com a atenção que ela requeria.
Ela morreu poucos dias após a morte de Darwin.
O cesto no qual ela dormia perto da lareira no estúdio de Charles Darwin na Down House, foi fielmente representado no desenho de Mr. Parson.
Darwin, condenava como deplorável a atitude de um homem que não valorizava ou retribuía o afeto dedicado a ele por seu cão, afirmando que:
“Sabe-se de um cão que, na agonia da morte, acarinhou seu dono, e todos já ouviram falar do cão que, sofrendo numa vivissecção, lambeu a mão do homem que o operava”.
E comenta tal episódio, dizendo que:
“esse homem, a menos que a operação tenha sido plenamente justificada por um aumento de nosso conhecimento ou que tivesse um coração de pedra, deve ter sentido remorso até a última hora de sua vida”
PS. Não por menos o cientista russo que enviou o primeiro ser vivo ao espaço, deve ter lido Darwin, pelo manifesto arrependimento sobre o sacrifício da cadelinha "Laika".
Este "Blog" dedico à Quióspa (SRD), e seus filh0s; Tutuca, Carol, Mamute, Michelle (+), Stike, "Laika" e Apolo; também à Tainá (Pinscher), e suas filhas Rita, Cassia e Mel; ao Xerém (Fox Paulistinha = Terrier brasileiro, a mesma raça da Polly e da Laika), e a todos animais que doaram suas vidas em prol da humanidade.
"Laika"



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