
GEC - Ginásio Estadual do Caxingui - inaugurado em Fevereiro de 1958
"Pistolão", era o termo usado pela poluação ao apadrinhamento politico, dos vereadores, deputados e caterva; trocava-se votos por vagas nas poucas escolas públicas existentes.
A região oeste de São Paulo era carente de escolas com curso ginasial, graças à mobilização da sociedade, inúmeros abaixos assinados e negociações com "os nada interesseiros políticos". foi possível formar o curso noturno
Instalações Provisórias
Um prédio emprestado do "Alberto Torres" - grupo escolar existente, no Butantan, foi o início com duas turmas, uma dos mais jovens, que entravam mais cedo às 17:30 horas e outra às 19:00 horas, os mais adultos, como incentivo aos funcionários do Instituto Butantã e do Jockey Club.
Aula inaugural
Depois de muitos desfiles de políticos, discursos e aplausos, eu meu irmão em uma classe com 25 alunos, assistimos a aula inaugural, português, ministrada pelo prof Otaviano, todo de azul marinho, gravata vermelha, cabelo de recruta, cara típica de "milico"; com um bigodão e falando grosso, eu tinha apenas 11 anos, vinha do primário da Vila São Luiz, só tive professoras nesta fase, o "homem assustava".
Professores fundadores
Otaviano - português
Otávio - Latim
( ) de francês
Mariza - matemática ( japonesa )
Alzira - geografia ( uma criatura fantástica )
Anteu - trabalhos manuais masculino
( ) trabalhos manuais feminino ( japonesa )
Branco - desenho
Roberto Machado (Robertão) - história
Canto orfeônico - Alceu V. Trindade
Primeiro diretor Prof Alceu V. Trindade ( para desepero da diretora, Dona "Cininha" do primário )
Prédio Novo
Dois anos após, um novo nome, Virgilia Rodrigues Alves de Carvalho Pinto, (nome da senhora mamãe do governador "Carvalho Pinto") o ginásio mudou para seu prédio próprio, no Instituto Previdência, não muito longe do Butantan, houve uma debandada geral dos alunos "adultos", novos alunos jovens da região passaram a frenquetar as aulas.
Bicicleta X Cavalo
Novo prédio, primeiro ano, estudamos à noite, eu em minha bicicleta "Monark - aro 26", meu irmão cheio de "querer" em sua linda bicicleta japonesa e nosso saudoso colega "Zé Botelho, em sua "exótica" de aro de madeira, eram os nossos meios de tranporte, só deixávamos a mamãe sossegada quando via os 3 faróis, ao longe, retornando, e tinha razão para tamanha preocupação, nosso caminho passava por um trecho da Rodovia Raposo Tavares, embora houvesse um posto rodoviário próximo, a ausência de acostamento oferecia um certo perigo.
Estudei também à tarde, sempre
com a minha "Monark - aro 26", era meu transporte diário com sol ou chuva, era divertido.
O pai do "Sardinha" era carvoeiro, fazia a entrega do carvão pela manhã , à tarde este meu colega ia a cavalo para a escola, enquanto assistia aula, ele o deixava amarrado por uma corda, pastando nos fundos da escola.
Ao ouvir o sinal do recreio o "potente" já se posicionava para o lanche, sabia que ia receber água e pedaços de pão da molecada.
Ziraldo - Um dia na escola
Trabalhar
Estudava á noite, durante o dia, menor com 13 anos e sob autorização e responsabilidade de minha mãe perante juizado de menores comecei trabalhar, "office-boy" a função mais nobre dentro de uma empresa, literalmente abaixo da base da pirâmide hierárquica, sua importância se compara ao do presidente da empresa, só não o chama de "você" por ser mais velho, principalmente quando leva aqueles presentinhos, ou aqueles depósitos no banco que só os dois sabem a quem se destina.
TV Excelsior, uma escola "da" vida, de office-boy à camera-man, profissão importante para meu futuro estudantil.
A anormalidade endêmica que me persegue, sem dúvida teve sua origem nesta escola.
"Uma idéia na cabeça, uma câmera na mão e sem medo de ser feliz" olha o que estes "caras" fazem:
"Pistolão", era o termo usado pela poluação ao apadrinhamento politico, dos vereadores, deputados e caterva; trocava-se votos por vagas nas poucas escolas públicas existentes.
A região oeste de São Paulo era carente de escolas com curso ginasial, graças à mobilização da sociedade, inúmeros abaixos assinados e negociações com "os nada interesseiros políticos". foi possível formar o curso noturno
Instalações Provisórias
Um prédio emprestado do "Alberto Torres" - grupo escolar existente, no Butantan, foi o início com duas turmas, uma dos mais jovens, que entravam mais cedo às 17:30 horas e outra às 19:00 horas, os mais adultos, como incentivo aos funcionários do Instituto Butantã e do Jockey Club.
Aula inaugural
Depois de muitos desfiles de políticos, discursos e aplausos, eu meu irmão em uma classe com 25 alunos, assistimos a aula inaugural, português, ministrada pelo prof Otaviano, todo de azul marinho, gravata vermelha, cabelo de recruta, cara típica de "milico"; com um bigodão e falando grosso, eu tinha apenas 11 anos, vinha do primário da Vila São Luiz, só tive professoras nesta fase, o "homem assustava".
Professores fundadores
Otaviano - português
Otávio - Latim
( ) de francês
Mariza - matemática ( japonesa )
Alzira - geografia ( uma criatura fantástica )
Anteu - trabalhos manuais masculino
( ) trabalhos manuais feminino ( japonesa )
Branco - desenho
Roberto Machado (Robertão) - história
Canto orfeônico - Alceu V. Trindade
Primeiro diretor Prof Alceu V. Trindade ( para desepero da diretora, Dona "Cininha" do primário )
Prédio Novo
Dois anos após, um novo nome, Virgilia Rodrigues Alves de Carvalho Pinto, (nome da senhora mamãe do governador "Carvalho Pinto") o ginásio mudou para seu prédio próprio, no Instituto Previdência, não muito longe do Butantan, houve uma debandada geral dos alunos "adultos", novos alunos jovens da região passaram a frenquetar as aulas.
Bicicleta X Cavalo
Novo prédio, primeiro ano, estudamos à noite, eu em minha bicicleta "Monark - aro 26", meu irmão cheio de "querer" em sua linda bicicleta japonesa e nosso saudoso colega "Zé Botelho, em sua "exótica" de aro de madeira, eram os nossos meios de tranporte, só deixávamos a mamãe sossegada quando via os 3 faróis, ao longe, retornando, e tinha razão para tamanha preocupação, nosso caminho passava por um trecho da Rodovia Raposo Tavares, embora houvesse um posto rodoviário próximo, a ausência de acostamento oferecia um certo perigo.
Estudei também à tarde, sempre
com a minha "Monark - aro 26", era meu transporte diário com sol ou chuva, era divertido.O pai do "Sardinha" era carvoeiro, fazia a entrega do carvão pela manhã , à tarde este meu colega ia a cavalo para a escola, enquanto assistia aula, ele o deixava amarrado por uma corda, pastando nos fundos da escola.
Ao ouvir o sinal do recreio o "potente" já se posicionava para o lanche, sabia que ia receber água e pedaços de pão da molecada.
Ziraldo - Um dia na escola
Trabalhar
Estudava á noite, durante o dia, menor com 13 anos e sob autorização e responsabilidade de minha mãe perante juizado de menores comecei trabalhar, "office-boy" a função mais nobre dentro de uma empresa, literalmente abaixo da base da pirâmide hierárquica, sua importância se compara ao do presidente da empresa, só não o chama de "você" por ser mais velho, principalmente quando leva aqueles presentinhos, ou aqueles depósitos no banco que só os dois sabem a quem se destina.
TV Excelsior, uma escola "da" vida, de office-boy à camera-man, profissão importante para meu futuro estudantil.
A anormalidade endêmica que me persegue, sem dúvida teve sua origem nesta escola.
"Uma idéia na cabeça, uma câmera na mão e sem medo de ser feliz" olha o que estes "caras" fazem:


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